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COVID-19 e Saúde da Criança e do Adolescente

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Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes de Figueira (IFF/Fiocruz). COVID-19 e Saúde da Criança e do Adolescente.

As consequências da pandemia de COVID-19 sobre a saúde de crianças e adolescentes no Brasil, assim como em outros países da América Latina, tem potencial muito mais negativo do que o que vem sendo relatado em países da Europa e América do Norte.

Alguns fatores devem ser considerados e enfrentados sob o risco de aumento na morbimortalidade, tais como: (a) a composição demográfica da população brasileira com alto número de crianças e adolescentes; (b) contingente de crianças com condições crônicas com controle insuficiente; (c) desafios no acesso e qualidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde; (d) desafios no acesso e qualidade do cuidado pediátrico de maior complexidade, particularmente em tempos de grande pressão no sistema hospitalar, levando, inclusive, à desativação de leitos pediátricos e, (e) o aumento da vulnerabilidade social.

Diante desse cenário, o fortalecimento da capacidade de atenção à saúde da criança e adolescente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser prioridade em todo o país. Esse esforço deve estar articulado a outras políticas de proteção social e alguns pontos merecem destaque:

1.Divulgação e análise dos dados sobre síndromes gripais em crianças e adolescentes;

2.Análise de cenários considerando as realidades locais nas regiões e estados brasileiros (composição demográfica, cobertura da Atenção Primária e capacidade instalada de Urgência e Emergência e atenção hospitalar pediátrica, com ênfase em leitos intensivos);

3.Disponibilização de Diretrizes Clínicas e Notas Técnicas Nacionais sobre o Manejo Clínico dos quadros agudos e tardios, com ênfase nos sinais de alerta para quadros graves e definição de estrutura necessária em cada ponto de atenção;

4.Ampla disseminação de conhecimento sobre o manejo clínico da COVID-19 e suas complicações em crianças e adolescentes;

5.Estratégias de atuação oportuna e resolutiva da Atenção Primária em Saúde visando:
a.Alcance da cobertura vacinal;
b.Alcance da cobertura do Teste do Pezinho;
c.Condução inicial e acompanhamento dos casos leves e identificação de sinais de alerta;
d.Mapeamento de crianças em situações de maior vulnerabilidade;
e.Promoção de saúde com ênfase em minimizar o impacto indireto da pandemia no crescimento e desenvolvimento e na saúde mental de crianças e adolescentes;

6. Estratégias de qualificação profissional para a assistência de urgência e hospitalar a crianças com síndromes respiratórias graves (quadros agudos) e síndromes inflamatórias multissistêmicas, incluindo cursos de suporte pediátrico avançado de vida;

7.Articulação e atuação conjunta com as políticas de Educação, Assistência Social, Cultura e Esportes.

Esse documento inclui os aspectos clínicos e epidemiológicos da COVID-19 na infância e adolescência, suas repercussões presentes e futuras na saúde mental; as desigualdades sociais e o papel das políticas públicas nesse contexto; os aspectos nutricionais e a atividade física em tempos de COVID-19; os desafios para a cobertura vacinal e para o atendimento ambulatorial e a atenção no período neonatal.Elaborado por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), tem como objetivo contribuir para a capacidade de análise, planejamento e tomada de decisão de gestores e profissionais de saúde na proteção e cuidado à saúde de crianças e adolescentes no Brasil.

Disponível Em: <https://portal.fiocruz.br/>