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Lemos A, Amorim MM, Dornelas de Andrade A, de Souza AI, Cabral Filho JE, Correia JB. Pushing/bearing down methods for the second stage of labour. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Oct 9;(10):CD009124. doi: 10.1002/14651858.CD009124.pub2. Review. Update in: Cochrane Database Syst Rev. 2017 Mar 26;3:CD009124. PubMed PMID: 26451755. Maternal pushing during the second stage of labour is an important and indispensable contributor to the involuntary expulsive force developed by uterus contraction. Currently, there is no consensus on an ideal strategy to facilitate these expulsive efforts and there are contradictory results about the influence on mother and fetus.This review is based on a total of 20 included studies that were of a mixed methodological quality.Timing of pushing with epidural is consistent in that delayed pushing leads to a shortening of the actual time pushing and increase of spontaneous vaginal delivery at the expense of an overall longer duration of the second stage of labour and double the risk of a low umbilical cord pH (based only on one study). Nevertheless, there was no difference in the caesarean and instrumental deliveries, perineal laceration and episiotomy, and in the other neonatal outcomes (admission to neonatal intensive care, five-minute Apgar score less than seven and delivery room resuscitation) between delayed and immediate pushing. Futhermore, the adverse effects on maternal pelvic floor is still unclear.Therefore, there is insufficient evidence to justify routine use of any specific timing of pushing since the maternal and neonatal benefits and adverse effects of delayed and immediate pushing are not well established.For the type of pushing, with or without epidural, there is no conclusive evidence to support or refute any specific style or recommendation as part of routine clinical practice. Women should be encouraged to bear down based on their preferences and comfort.In the absence of strong evidence supporting a specific method or timing of pushing, patient preference and clinical situations should guide decisions.Further properly well-designed randomised controlled trials are required to add evidence-based information to the current knowledge. These trials should address clinically important maternal and neonatal outcomes and will provide more complete data to be incorporated into a future update of this review.
Brasil. Ministério da Saúde. Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal: relatório de recomendação/ Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 381 p. O nascimento no ambiente hospitalar se caracteriza pela adoção de várias tecnologias e procedimentos com o objetivo de torná-lo mais seguro para a mulher e seu filho ou filha. Se por um lado, o avanço da obstetrícia moderna contribuiu com a melhoria dos indicadores de morbidade e mortalidade materna e perinatais, por outro permitiu a concretização de um modelo que considera a gravidez, o parto e o nascimento como doenças e não como expressões de saúde, expondo as mulheres e recém-nascidos a altas taxas de intervenções, que deveriam ser utilizadas de forma parcimoniosa e apenas em situações de necessidade e não como rotina. Esse excesso de intervenções deixou de considerar os aspectos emocionais, humanos e culturais envolvidos no processo, esquecendo que a assistência ao nascimento se reveste de um caráter particular que vai além do processo de adoecer e morrer. Quando as mulheres procuram ajuda, além da preocupação sobre a sua saúde e a do seu filho ou filha, estão também em busca de uma compreensão mais ampla e abrangente da sua situação, pois para elas e suas famílias o momento da gravidez e do parto, em particular, é único na vida e carregado de fortes emoções. A experiência vivida por eles neste momento pode deixar marcas indeléveis, positivas ou negativas, para o resto das suas vidas. O escopo da Diretriz e as perguntas a serem respondidas foram definidas com a participação de um grupo ampliado de interessados (grupo consultivo), entre eles, sociedades e associações médicas, de enfermagem e das mulheres, agências reguladoras, pesquisadores, profissionais e conselhos de profissionais de saúde, além de áreas técnicas do Ministério da Saúde - da Mulher e da Criança - e a CONITEC. O documento resultante do consenso obtido pelo grupo ampliado, foi apresentado à CONITEC na 42 ª Reunião da CONITEC, realizada nos dias 02 e 03 de dezembro de 2015, onde os membros da CONITEC apreciaram a proposta da Diretriz do Parto Normal que será disponibilizada em consulta pública com recomendação preliminar favorável.