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Recife recebe 2º Seminário Macrorregional Nordeste do Apice ON

5 abr 2018

A região Nordeste foi a responsável por iniciar a segunda rodada de seminários macrorregionais. Nos dias 3 e 4 de abril, Recife foi sede do 2º Seminário Macrorregional Nordeste do Projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice ON), reunindo mais de 100 profissionais da saúde de hospitais universitários e de ensino da região. Além das equipes, marcaram presença no seminário o secretário de Estado de Saúde de Pernambuco, José Iran Costa Jr., representantes de associações médicas e de enfermagem, do Conselho Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde.

Dando sequência à estratégia de compartilhamento de experiências e mobilização de coletivos, essa edição do seminário cooperou com a capilarização de estratégias adotadas pelos hospitais nos primeiros meses de atuação no projeto. Integrantes dos grupos estratégicos locais puderam expor aos demais colegas os avanços alcançados e os desafios encontrados a partir da atuação nos eixos do projeto. Divididos em grupos menores, em uma das atividades do encontro, os participantes discutiram os caminhos já trilhados nos eixos de planejamento reprodutivo, violência sexual, parto e nascimento e abortamento. As discussões contaram com o apoio de mediadoras e membro da área técnica do Ministério da Saúde.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), instância de deliberação de políticas de saúde esteve representado no seminário por Maria Conceição Silva, que ressaltou a importância do projeto na discussão em perspectiva ampla das políticas do nascer. Segundo Conceição, que integra a União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro) o projeto vem com o potencial de desconstruir estigmas e também levar para os serviços em saúde o debate sobre recortes raciais e sociais, reconhecendo o papel essencial da instância de ensino na mudança dos modelos de atenção e cuidado no Brasil.

Durante o seminário, oito dos hospitais participantes do projeto no Nordeste protagonizaram rodas de trocas de experiências, apresentando ações exitosas do grupo junto às área de gestão, cuidado e ensino. A Maternidade Climério de Oliveira, na Bahia abordou a atenção ao abortamento; o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) de Pernambuco compartilhou a experiência no processo de inserção de Dispositivo Intra Uterino (DIU) pós-parto; a Maternidade Escola Assis Chateaubriand, do Ceará, partilhou a experiência sobre o processo de trabalho dos colegiados gestores da unidade; o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) relatou o processo de elaboração de diagnóstico anual e planejamento, monitoramento e avaliação articulados a demais projetos; o Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Paraíba, demonstrou os processos de vinculação da atenção ao pré-natal de alto risco ao serviço de referência. O Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros (CISAM), de Pernambuco, dissertou sobre o uso da classificação de Robson em partos vaginais de alto risco; a Maternidade e Hospital Ana Bezerra, do Rio Grande do Norte, compartilhou as experiências do trabalho em equipe na assistência multiprofissional no parto e, o Hospital das Clínicas de Pernambuco apresentou sobre métodos de ensino do uso do vácuo-extrator.

Dentre os avanços percebidos no Hospital Santa Isabel, em Aracaju, a enfermeira Aline Oliveira Santos destaca a inserção das enfermeiras obstétricas nas cenas de parto, formando equipes multiprofissionais na assistência, um dos maiores desafios do serviço. O médico obstetra Eduardo Correia Santos, do Hospital Geral Dr. César Cals, de Fortaleza, também comentou sobre os avanços percebidos no hospital, frisando a redução do tempo de espera, fruto de mudanças no processo de gestão e aprimoramento do acolhimento, incluindo a classificação de risco e acompanhamento.

Uma das coordenadores do Apice ON e professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Kleyde Ventura, destacou a importância da união e do fortalecimento da interrelação entre os grupos estratégicos como forma de promover mudanças. “É preciso estarmos juntos, unir forças entre pessoas dispostas a mudar o mundo”, afirmou a professora.

Tags: Seminários Macrorregionais,

Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia

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