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Open-access Mortalidade materna na cidade de Campinas, no período de 1992 a 1994

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Parpinelli, M. A., Faúndes, A., Surita, F. G. de C., Pereira, B. G., & Cecatti, J. G.. (1999). Mortalidade materna na cidade de Campinas, no período de 1992 a 1994. Revista Brasileira De Ginecologia E Obstetrícia, 21(4), 227–232. https://doi.org/10.1590/S0100-72031999000400008

Objetivos
Identificar e investigar as causas de mortes maternas ocorridas no município de Campinas, no período de 1992 a 1994.

Métodos
Foram selecionadas 204 declarações de óbito (DO), cuja causa de morte foi materna declarada e/ou presumível, dentre as 1.032 DO de mulheres de 10 a 49 anos, correspondentes ao total de mortes nesta faixa etária, ocorridas no período. Realizou-se investigação complementar em prontuários hospitalares, nos Serviços de Verificação de Óbito e em domicílios.

Resultados
Foram confirmadas 20 mortes maternas, o que correspondeu a uma razão de mortalidade materna (RMM) de 42,2 mortes por 100.000 nascidos vivos. As causas obstétricas diretas foram responsáveis por 85% dos óbitos (17 casos). As complicações do aborto foram a principal causa de morte (7 casos), seguidas por hemorragias (4 casos), pré-eclâmpsia (3 casos) e infecção puerperal (3 casos).

Conclusões
Apesar do aparente progresso quanto à redução de óbitos maternos por síndromes hipertensivas na gravidez, que constituíam a primeira causa em períodos anteriores, não houve redução da RMM no período estudado. Passaram a predominar, entretanto, as causas relacionadas às complicações do aborto. A maior cobertura e eficiência dos programas de planejamento familiar, além da necessária implantação de real vigilância epidemiológica da morte materna, bem como proteção social mais eficiente à grávida, mãe e recém-nascidos, poderá reduzir a ocorrência de morte materna e, em especial, as decorrentes de aborto.

Disponível Em: <https://www.scielo.br/>