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Monkeypox (MPX) em Crianças

18 ago 2022

A Varíola dos Macacos, também conhecida como Monkeypox, é causada por um vírus da família Poxviridae. Seus sinais e sintomas podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. A transmissão por meio de gotículas requer contato mais próximo entre a pessoa infectada e outras pessoas, por isso, trabalhadores da saúde, membros da família, parceiros e parceiras têm maior risco de contaminação.

O surgimento de casos em crianças e o alerta sobre populações mais vulneráveis à infecção levanta preocupações sobre seu potencial de propagação em grupos inesperados. Os dados existentes sobre a monkeypox ainda são limitados.

Em crianças, a monkeypox geralmente se comporta de maneira parecida com os adultos e seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças que apresentam erupções da pele e que podem estar associadas a doenças infecciosas pediátricas mais comuns.

O Infectologista pediátrico do IFF/Fiocruz, Dr. Marcio Nehab, fala em vídeo sobre prevenção, sintomas e possíveis complicações da monkeypox em crianças.

 

Sintomas

Os sintomas variam para casos suspeitos, casos prováveis e casos confirmados:

  • Caso suspeito: indivíduo de qualquer idade que apresente início súbito de lesão em mucosas E/OU erupção cutânea aguda sugestiva* de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) E/OU proctite (Ex: dor anorretal, sangramento), E/OU edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas.
    *lesões profundas e bem circunscritas, muitas vezes com umbilicação central; e progressão da lesão através de estágios sequenciais específicos – máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas.
  • Caso provável: o caso que atende à definição de caso suspeito, que apresenta um OU mais dos seguintes critérios listados abaixo, com investigação laboratorial de monkeypox não realizada ou inconclusiva e cujo diagnóstico de monkeypox não pode ser descartado apenas pela confirmação clínicolaboratorial de outro diagnóstico.
    • Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, OU contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU
    • Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, OU história de contato íntimo, incluindo sexual, com caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU c) Contato com materiais contaminados, como roupas de cama e banho ou utensílios de uso comum, pertencentes a um caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU d) Trabalhadores de saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI)** com história de contato com caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.
      **óculos de proteção ou protetor facial, avental, máscara cirúrgica, luvas de procedimentos
  • Caso confirmado: o caso suspeito com resultado laboratorial “Positivo/Detectável” para Monkeypox virus (MPXV) por diagnóstico molecular (PCR em Tempo Real e/ou Sequenciamento).
  • Caso descartado: o caso suspeito com resultado laboratorial “Negativo/Não Detectável” para Monkeypox virus (MPXV) por diagnóstico molecular (PCR em Tempo Real e/ou Sequenciamento).

 

Tratamento

  • Não há tratamentos específicos para a varíola dos macacos.
  • Os sintomas tendem a desaparecer espontaneamente, sem necessidade de tratamento.
  • O tratamento de suporte deve ser focado em aliviar os sintomas, manejando as complicações e prevenindo as sequelas em longo prazo.
  • É importante cuidar das erupções cutâneas deixando-as secar, se possível, ou cobrindo-as com um curativo úmido para proteger a área, se necessário.
  • Deve-se evite tocar em feridas na boca ou nos olhos.

Fonte:

 

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