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Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru

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Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao recém‑nascido de baixo peso: Método Canguru/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2011.
Veja também a 3ª edição.

Este manual integra o conjunto de medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para melhoria da qualidade da atenção a saúde prestada à gestante, ao recém‑nascido e sua família, a partir do Método Canguru, definido como um modelo de assistência perinatal.

O Método Canguru é uma política pública e está sendo ampliado e fortalecido no Brasil, uma vez que foi incorporado às ações do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. A base deste manual é a Norma de Atenção Humanizada ao Recém‑nascido de Baixo Peso ‑ Método Canguru, instituída na Portaria GM/MS nº 1.683 de 12 de julho de 2007.

A Norma de Atenção Humanizada ao Recém‑nascido de Baixo Peso, reúne conhecimentos acerca das particularidades físicas e biológicas e das necessidades especiais de cuidados técnicos e psicológicos do casal grávido, da gestante, da mãe, do pai, do recém‑nascido de baixo peso e de toda a sua família. Abrange também a equipe de profissionais responsável por esse atendimento, buscando motivá‑la para mudanças importantes em suas ações como cuidadores.

Resultado de trabalho intenso realizado pelo Ministério da Saúde, com o apoio de consultores, este manual demonstra que é possível prestar uma atenção perinatal segura, de elevada qualidade e, ao mesmo tempo, solidária e humanizada.

O elevado número de neonatos de baixo peso ao nascimento (peso inferior a 2.500g, sem considerar a idade gestacional) constitui um importante problema de saúde e representa um alto percentual na morbimortalidade neonatal. Além disso, tem graves consequências médicas e sociais.

O atendimento perinatal tem sido foco prioritário do Ministério da Saúde, já que no componente neonatal reside o maior desafio para a redução da mortalidade infantil nas diferentes regiões brasileiras.

Um conjunto de ações têm sido desencadeadas procurando elevar o padrão não só do atendimento técnico à nossa população, mas, também, propondo uma abordagem por parte dos profissionais de saúde que seja fundamentada na integralidade do cuidado obstétrico e neonatal.

Nesse contexto, o Método Canguru, introduzido em algumas unidades de saúde brasileiras na década de 90, foi incorporado às políticas de saúde no campo perinatal.

O Método Canguru é um modelo de assistência perinatal voltado para a melhoria da qualidade do cuidado, desenvolvido em três etapas conforme Portaria GM/MS nº 1.683, de 12 de julho de 2007 que: parte dos princípios da atenção humanizada; reduz o tempo de separação entre mãe e recém‑nascido e favorece o vínculo; permite um controle térmico adequado; contribui para a redução do risco de infecção hospitalar; reduz o estresse e a dor do recém‑nascido; aumenta as taxas de aleitamento materno; melhora a qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psico‑afetivo do recém‑nascido; propicia um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde; possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado do seu filho inclusive após a alta hospitalar; reduz o número de reinternações; e contribui para a otimização dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva e de Cuidados Intermediários Neonatais.

Tendo como base a Norma de Atenção Humanizada ao Recém‑nascido de Baixo Peso – Método Canguru, a Área Técnica de Saúde da Criança Aleitamento Materno do Ministério da Saúde tem desenvolvido um conjunto de ações visando o fortalecimento do Método Canguru no Brasil. Dentre elas o presente manual representa uma ferramenta importante nas ações de difusão de boas práticas no cuidado ao recém‑nascido de baixo peso e sua família.

Veja também a 3ª edição.